Leite cru O Alle b - Share on Ovi

P.V. E J. R. (NOVAS DA GALIZA)/ Com a conhecida crise no sector leiteiro pola dependência da indústria, tenhem agora um destaque maior aquelas fórmulas de agricultura que se libertam das ataduras do modelo industrial e retornam à velha ideia do agricultor como gestor do seu próprio património. Antonio Carral é um deles. Com umha exploraçom de ao redor de 60 cabeças e 40 hectares, produz desde há 5 anos 'em ecológico', convencido de que este é o caminho. Acaba de abrir umha tenda em Lalim. Falamos com ele acerca do seu modelo de produçom.

 Praticou desde sempre a agricultura ecológica ou mudou a partir da convencional?

 Mudei, nós eramos umha exploraçom intensiva, com umha carrega gandeira de três vacas por hectare e umhas producçons medias de 7000/8000 litros por vaca/ano. A base da producçom era o que hoje se olha por todos os lados; prado wasterwall, e milho entorno ao 50, 60, 70 % dependendo do ano da exploraçom, e com umha facturaçom que oscilava entre os 6000 e os 9000 € cada mês.

 Além disso as horas de trabalho e o esforço que realizavas, levava-cho outra gente, nom quedavam para ti. A jornada de trabalho era de 12- 15h dia, mas esse dinheiro nom repercutia para ti.

Fai aproximadamente 9 anos ou assim, antes de começar com o modelo ecológico, num mês cobramos 9000€ e tam só fiquei com 600€

 Além disso via que estava acabando com o que tinha, por um lado as terras, contaminando-as, esmagando-as vivas pola sobreproduçom que consistia em milho-wasterwall-milho-wasterwall, aportando altas quantidades de nitrogênio; e por outro lado os animais apertavam-se de tal jeito com concentrados, antibióticos, etc, que vias como estavas destruindo o teu próprio patrimônio, mas ao mesmo tempo o dinheiro levava-no outras pessoas. Foi por isso que decidimos fazer o cambio ao sistema mais sustentável e ecológico.

Com que tipo de assessoramento contou?

Fixemo-lo sós, nós fomos pioneiros junto com “Arqueixal”, começava também a “Casa Grande” de Xanceda. Em torno a 7 ou 8 exploraçons começaram daquela a produzir em ecológico. No nosso caso foi umha decisom plenamente particular. Eu tinha um amigo que era veterinário e junto com el fixem os planos. Por ignorância cometemos grandes erros que quasse nos significam o encerramento da exploraçom.

Como melhorou o rendimento econômico da exploraçom?

Eu estou a falar daqueles tempos nos que nom havia a crise que há hoje, e nom chegavas ao 5 nem ao 10 % de margem neto por litro de leite, e hoje superamos o 50 %. Isso com o leite que vai à industria e com as mesmas bases técnicas que tinha antes, sem contar com a leite que vendo diretamente ao consumidor. Nós nom fazemos coma outras exploraçons que miram a margem bruta sobre faturamento anual. O que fazemos é margem neto por litro de leite, do que hoje mesmo superamos o 50% produzindo a metade do que estávamos a produzir; a pesar disso ganhamos muito mais dinheiro.

Em que organizaçons, associaçons ou sindicatos atopa assessoramento umha pessoas coma você que quer mudar-se para a produçom ecológica?

Aqui na Galiza o único sindicato que apoia esto é o Sindicato Labrego, é o único grupo de gente que te apoia; eu estava antes noutro sindicato, nom sei se se pode dizer?...”Unións Agrárias”!!!!!! Eles o que queriam era coutar-te, nom queriam que mudara, diziam-me que era tonteria.... Já quando levava dous ou três anos em reconversom para o ecológico conheci a umha pessoa do Sindicato Labrego que véu à minha casa que foi Mariano Lema responsável do SLG em Lalim. Até o de agora foi a única gente como instituiçom que me ajudou, a nível pessoal ajudou-me muita gente, mas como organizaçom eles som quem estam a pôr toda a carne no assador por este sistema de produçom.

Quais som as melhoras que está a obter por ser um agricultor ecológico?

Eu poido falar acerca das melhoras por que vivim os dous mundos, sempre o digo. Em ecológico a vida é muito mais relaxada, a margem neta é maior, o pouco dinheiro que se cobra queda para um mesmo, os animais andam muito melhor e vês um ambiente mais sano e mais límpio. O entorno no que se vive é distinto, agora mesmo poido estar falando com vós abertamente, podo-me permitir o luxo de pagar-lhe a umha pessoa honestamente com o seu seguro, e um bom soldo; essa pessoa também se sente relaxada e integrada no sistema, vive-o.... Além disso, amigos vendedores eu nom tenho nenhum, ninguém me peta nas costas, nem me invitam a cear, nem me levam a excursons, nem a congressos

Quais som os períodos de trabalho mais duros dum agricultor ecológico?

A nós esta-nos proibido o butílico para envasar o leite, é dizer a umidade dentro do silo. Para isso ensilamos todo em rolos, o que nos encarece um pouco a produçom posto que a base principal da alimentaçom é a forragem, a penas introduzimos concentrados. A pior época polo tanto é a atual, por que começamos a ensilar.

Neste sistema o principal alimento do animal é o pasto, quando a vaca nom da comido umha parcela, vai-se reservando para forragem, assim nom chega toda a erva junta. Começaremos a ensilar a semana que vem e pode que rematemos no mês de Junho. Ao melhor no inverno temos que mercar alguma alfalfa para aportar proteína que nom possui o silo, já que apenas utilizamos concentrados.

Como consegue que nom estejam presentes os OGM na alimentaçom do gado?

Nom os emprego! (risas) A base principal dos concentrados é cevada e milho. Aquelas vacas que decaem muito no parto, aporta-se-lhe um pouquinho para que recuperem. Porém nós empregamos como base principal para a produçom a forragem; nom concentrados. Tam só empregamos cevada e milho quando umha vaca decai muito em carnes, mas para a produçom de leite nom os empregamos para nada. Decidimos isso para nom nos complicar a vida, o melhor é esquivá-los.

Quais som as raças que emprega para a produçom?

Estamos estudando três raças principalmente, e chegamos à conclusom de que o importante nom é a vaca senom o manejo. Há gente que dize que a Holstein só resiste três ou quatro anos, que se acaba pronto... Quando mudamos para ecológico decidimos provar com outras raças, mas com tudo achamos que a Holstein ao mudar-lhe o sistema de produtividade é tam dura ou mais que as outras. As raças principais com as que ensaiamos som Holstein, Parda Alpina (Brown Suisse) Flevi e Roxa Sueca. Nom há diferencia nem em dureza nem em resistência nem em problemas clínicos; quiças a Holstein aporte um pouco mais de produçom e também capacidade de meter mais forragem que as outras. Chegamos à conclusom de que o problema nom é vaca, senom o sistema que se emprega.

 Recria na própria exploraçom?

 Todo o gado é de recria, levamos 15 anos sem comprar. Um dos principais problemas do leite crú é a brucelose e a tuberculose, para ter essa questom totalmente controlada, nom compras, e punto final.

 Umha vez que a vaca supera o período de produçom, há mercado de carne ecológica?

 Procuramos que se a vaca finalizou a vida produtiva, poida entrar noutro sistema de produtividade; nom intentamos matar a vaca assim por assim, que continue a viver os mais anos possíveis para ela. De todos jeitos a vida produtiva dunha vaca em ecológico pode superar os 15 anos.

 Como é o nível de sanidade animal munha fazenda ecológica?

 Nom existem problemas de reproduçom, nem abortos. Tampouco temos problemas de pés. Estes problemas estam estritamente relacionados com os cereais. Se um animal tem como base principal da sua alimentaçom a forragem, nom dá nenhum tipo de problema. O que nom se pode é tentar que alem disto o animal caia em carnes, que esteja forte. O que nom pode receber um animal som 8 kg de concentrados, nem 4, nem 6, e que nom lho podes dar!!!

 Os problemas todos dunha exploraçom intensiva som os cereais, um animal nom está preparado para comer cereais; é igual que se a um humano lhe dam erva para comer todos os dias.

Todo aquilo que se ilhe do entorno natural non pode funcionar. O importante é acercar-se ao entorno natural.

 Além do reto que supom mudar para o ecológico, inova no modelo de mercado que tampouco é convencional , em que consiste?

 Envasamos o leite crú, segundo sai da ubre a da vaca, enfriamo-lo e vendemo-lo. Com umha bilha e ponto, nom te complicas. No leite crú, a sua qualidade e controlo baseiam-se na limpeza; tem que estar ilhado de toda enfermidade e de todas as bactérias ao igual que o leite pasteurizado ou UHT, isso há que consegui-lo dentro da ubre da vaca, e depois nom o contaminar durante o seu processo de envasado. Qquanto menos exposto esteja ao ambiente melhor. Se pudera estar no aire e metê-lo direito no envase seria ideal (risas).

 Que tem de atrativo o sistema de venta direta para os clientes?

 Tu quando mercas um UHT, estas a mercar ao supermercado, quando o mercas direito estas a mercar-lho à pessoa que mugiu a vaca, a quem lhe deu a alimentaçom. A responsabilidade é sempre minha e o consumidor pode conhecer à pessoa que produziu o leite. Para o leite crú isto é importante por que da confiança. A mentalidade de leite esmagara-na muito recordando quando antes vinham as leiteiras com as baterias mui porcas, etc. Hoje em dia da-se um certificado sanitário, o leite passa uns controles, há um registro de qualidade e leva a etiqueta na garrafa coma o resto dos produtos....

 Quais som os controles que se realizam?

 Fazemos o teste de califórnia durante o mugido, alem disso umha empresa de puntos críticos saca todas as analíticas. A brucelose e tuberculose controla-as o Ligal umha vez cada mês, bactérias células somáticas, proteínas e grassa controlam-se com duas mostras semanais, e depois listeria, salmonela, cólis, áureos, etc controla-o a empresa de ountos críticos umha vez ao mês.

 Qual é a sua formaçom na agricultura?

 Eu fixem enquisas no sistema agrário durante mais de vinte anos; visitei arredor do 70 % das exploraçons galegas. Tam só estudei FP, a minha formaçom provem de todo o trabalho de campo realizado, visitando todos os dias exploraçons. Olhava já daquela macro-exploraçons que estavam mui endividadas, à base de olhar muitos casos vaste dando de conta da situaçom. O meu principal assessoramento é ter pisado o campo

 Parece que o empreendedor para triunfar tem que fazê-lo ao grande....Que potencialidades diria que tem a empresa local fronte a ideia estabelecida de multinacional?

 Isso é induzido polas grandes multinacionais para dar-te controlado,já te ensinam de pequeninho. Eu tenho feito cursos da agrária nos que tam só me ensinaram que havia umha vaca tipo Holstein, um carro mesclador Unifeed, raçons, a quantidade da raçom, como se botava o milho e como se botava a erva nova... A mim nom me ensinaram outra cousa, salvou-me ter pisado muitas exploraçons, todo isso foi o assessoramento que outro gadeiro na Galiza nom tem.

 Se a um gadeiro lhe dim: há dous sistemas para produzir; esta o intensivo e esta o sustentável; daria-se-lhe margem para que escolhera, o problema e que nom se lhe dá. Tam só ensinam um modelo, há que fazer assim, assim e assim e dentro disso podes dizer que eres mais profissional, menos profissional...mas nom podes escapar ao controlo.

 Eu sei hoje que umha pradeira por si mesma autorregenera-se, tam só com abonar o preciso ela soa começa o regenerar-se. Consigo muitas mais ervas por cm2, eles podem ter melhor ou pior erva, depende da quantidade de nitrogênio que lhe aportes, mas tenhem menos plantas por superfície. Eu vou ter mais quilos de forragem sem quasse nenhum gasto.

Que adubos emprega?

Tam só o purim das vacas, tenho três poços de armazenamento e quando preciso saco-o e punto. Aliás, nos sítios que vejo que estam baixos de pH, aporto-lhes um bocadinho de cal.

Quais som as debilidades dunha exploraçom convencional?

 Pode ser umha exploraçom convencional e ser em extensivo ou intensivo; em intensivo seria com umhas carregas gadeiras mui altas, umhas produçons mui altas, a base principal da produçom seriam os cereais, formulas raras, etc... os animais estabulados, sem olhar a luz...há muitos interesses de multinacionais, políticos e demais que forom levando às exploraçons galegas face esse modelo. O problema do intensivo é que nom controlas o teu próprio trabalho, Umha pessoa que nom controla o seu trabalho atopa-se pior que na idade media. As empresas querem vender-te os seus produtos; tés que someter as vacas a um controlo de reproduçom, depois mercar as medicinas, tés que depender da cooperativa para botar o milho, para ensilar...eres um médio empregado do resto todos, para mim esse é o grande falho.

 Nom quero dizer que o ecológico seja melhor que o intensivo, porque umha exploraçom pode ser ecológica e ser intensiva o mesmo; as bases do ecológico proíbem botar mais de 6kg de concentrados em ecológico por vaca ao dia; nom che proíbem sembrar milho, sempre que nom sulfates..., podes mercar produtos de fora..., sempre que sejam ecológicos.

 Eu o que defendo muito é o sustentável, que haja que mercar o menos possível e que de principio a fim controles ti mesmo o produto que produzes.

 Sembram milho na sua exploraçom?

 Nom, nom sembramos, absolutamente nenhu. Nos já dízimos que estamos em contra dos cereais, que a vaca nom foi feita para comer o grau, entom já nom o sembramos, se estamos em contra dunha cousa e a sembramos....vaia estupidez. (risas)

 O contrato homologado estabelece o preço médio em 31 centavos por litro, quanto cobra você?

 Estamos em 40 centavos por litro no que enviamos à industria. O que distribuímos nós estamo-lo vendendo a um euro dez, mas com gastos de envasado e tudo incluído.

 A sua atividade está subvencionada?

 Estamos no CES, que é umha linha de ajudas da C.E que apoia nom o que produzes, senom como o produzes. Dentro dessa linha do CES há varias linhas: ecológico, pastoreio, reduçom de carrega gadeira. Nós estamos a cobrar duas ou três linhas.

Quanta maquinaria precisa para a atividade gadeira?

Vou comentar-te um caso que me passou a mim quando estava a fazer enquisas. Justo começaram com isto de que lhe davam dinheiro aos jovens por incorporar-se. Entom havia dous vizinhos que pediram a incorporaçom para a que davam sobre 2 milhos e médio de pesetas. Um deles mercou um gram trator, reformou o estabulo..., mais eu já via que aquela exploraçom nom era viável, tinham mui pouquinha terra, para ir ao leite. Aqui foi-se todo para o leite, mas havia exploraçons maravilhas na zona de abaixo de Pontevedra que fecharam, que de quadra adicar-se a outra atividade, capons extensivos, horta, podiam ter maior viabilidade....

O outro dos vizinhos, seu avó passou-lhe um terreno por venta e deram-lhe pasta igual, por que a condiçom era investir o dinheiro. O tio colheu e marchou dous meses e médio para Cuba e queimou a pasta toda!!!(risas) E quando voltou dizia-me umha senhora; este, este!!! é um fodido, o nosso José mercou um “tratorazo”!! e este queimou todo! Hoje estam as duas exploraçons fechadas. Pregunto eu, quem investiu melhor?

Aqui investiu-se a pasta mui mal, a ti dam-te as ajudas e podes fazer umha exploraçom por recebe-las, mas já estam pensadas assim para que quem leve o rendemento seja o do formigom, o do trator.... tu vás ficar o mesmo que estavas e sem controlar nada.

Que terreno maneja você para a sua exploraçom?

Arredor de 40 hectares. Incorporamos alguma mais para a ajuda do CES. Estamos trabalhando com umha carrega gadeira de umha vaca e algo por hectarea

Quanto mais terreno adicado a pasto, ótimo?

Sim, mas como só podes utilizar adubos da tua própria exploraçom, eu som partidário de que cada um se adeque ao que tem. Por exemplo ao nom aportar nitrogênio, o trevo vai mui bem, alarga muito a época de pasto. É necessário manejar terra, mas nom é principal ter grandes extensons. É importante saber fazer umha boa rotaçom de pasto.

Para o ano que vem imos tentar fazer adubo orgânico com resíduos; ficam na terra por cinco ou seis anos aportando componentes à parcela sem ter que voltar a ela.O esterco também é bom por que fica muitos anos produzindo. O importante é ter com que adubar a terra, mas que as extensons.

Como é a jornada diária na sua exploraçom ?

Eu a minha...se te conto! Levanto-me às quatro da manha, envaso e marcho para Santiago(risas).

Bom, começamos a mugir às oito e fazemos todo, às dez temos listo. Sacamos os animais para pastoreio e ás seis seis e pico, recolhem-se para mugir de novo e até o dia seguinte. Isso na época de pasto, na época que non há pasto pois bota-se-lhe silo e um pouquinho de alfalfa pola proteína.

É um negocio familiar?

É um negocio familiar, pero trabalho eu e o Gabriel (assalariado), a minha companheira non, ela é independente.

Que futuro predize para o sector do agro em geral?

Que tem que pegar um cambio brutal, que o próprio gadeiro controle a sua própria produçom, a diversificaçom, na Galiza há mais prioridades que produzir leite, viver no campo nom é vergonha nenhuma, passa-se mui bem, com umha mui boa qualidade, que nom nos mandem para a cidade, nos controlem ali e a chupar fumo....

Esto perde-se por que quiseram explora-lo tanto que a gente dixo: trabalha ti, para que me leves a pasta toda. É igual que na idade media, estava o cacique controlando e a gente marchava para Argentina e Cuba; trabalha ti para o cacique... Aqui igual, o cacique existe igual, mais listo, mais modernizado, com mais ordenador, mais internacional, que te controla a través das multinacionais que nom te das conta.

A gente deixa o campo na procura doutra vida melhor?

E que nom existe!!! Eu estou profundamente convencido de que este é o caminho, a sustentabilidade, trabalhar baseando-se no que se tem, aproveitando e controlando o teu próprio produto, em definitiva, ser dono do teu trabalho, que ninguém mais o seja, tam só ti.

Qual é a sua estrategia comercial?

As cousas há que ir fazendo-as pouco a pouco, levam o seu tempo, antes de botar-te a andar há que fazer estudos de mercado, de produto, etc. E isso tê-lo que fazer ti, ninguém o vai fazer por ti.

Nós empezamos com o leite crú num mercado local. Antes disso fixemos umha campanha na que nos ajudou muito a TV local, o jornal local, etc. O certo é que quando saímos, todos orgulhosos e com a cabeça bem alta, as expetativas eram que nom íamos vender mais de 6 ou 10 litros em todo Lalim. O meu cunhado e umha mulher com tenda na praça em Pontevedra ajudaram-nos e pouco a pouco situamo-nos nos 100 litros semanais só com eles. A partir de aí foi-se conhecendo o produto e aparecerom pedidos para tendas de doces, hosteleria, etc. Logo abrimos a tenda, a vantagem é que o aluguer é moi pequeno e tampouco nos queimamos, abrimos só dous dias à semana.

Nunca saímos a vender, é o boca a boca o que funciona. Nalguma zona tivemos que deixar de fazer venta direta e agora vem a gente a recolhe-lo. Eu fago-lhe caso às ventas; se vendemos hoje dez litros, nunca imos vender nove, imos vender onze doce ou quinze, quem o prova nom o deixa. Na atualidade estamos a vender arredor de 1000 litros semanais, para nós é mui importante por que esses 1000 litros podem supor noutros 6 meses outros 1000. Quando conseguimos umhas margens de venta superiores ao 500-600% é o que demostra que o produto funciona.

 Umha versom resumida desta entrevista foi publicada no número 90 (mês de Maio) do jornal Novas da Galiza.

Mais info: leitecru

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