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 A possibilidade de acedermos a umha alimentaçom de qualidade baseada em produtos do País e no mantimento da distribuiçom dos produtos das nossas exploraçons em circuitos onde a especulaçom alimentar fique fora, cada vez é menor.

O regulamento dos produtos caseiros é algo inexistente na Galiza deixando um vazio legal que aproveitam as indústrias e multinacionais para fazerem negocio. Hoje muitos dos produtos caseiros aos quais podemos aceder nom som mais que umha etiqueta de marketing. Dai que achemos nas áreas de distribuiçom de alimentos croquetes caseiras, molhos caseiros e outros pré-cozinhados caseiros (como a laranja caseira, de coca – cola, que aparece na imagem).

Os produtos que realmente som produzidos de umha maneira artesanal ficam reduzidos a mercados elitistas a que só acede umha porcentagem muito pequena da populaçom, que tenhem a renda suficientemente elevada como para poderem investir em alimentaçom e saúde.

As normativas higiénicas e sanitárias som as mesmas para umha pequena produçom que para umha grande indústria alimentar provocando a expulsom de produtos de altíssima qualidade dos mercados e praças tradicionais.

Aprovaçom do Regulamento para os mercados municipais de Lugo

Isto é o que acaba de acontecer em Lugo, onde se mantém o projeto de Regulamento de organizaçom e funcionamento das praças e mercados municipais. Esta normativa limita a entrada de produtos de labregas e labregos e favorece a entrada de produtos de comerciantes. No documento é proibida a “venda nas praças e mercados de qualquer animal vivo”, também a “venda de alimentos que nom acreditem a sua traçabilidade e requisitos legislativos vigentes”. Isto quer dizer que se limita a entrada de produtos vendidos polas próprias labregas. Mas, que melhor garantia para um produto que conhecer a pessoa que o cultiva?

Esta é umha trava mais das já existentes para vender produtos à margem da grande distribuiçom. O ultraliberalismo pretende controlar e uniformizar as culturas alimentares em todo o mundo e submeter-nos aos interesses exclusivos das grandes corporaçons. Os governos em vez de garantirem a segurança alimentar estám a servir os interesses das multinacionais, por isso é preciso defendermos os nossos produtos caseiros como um patrimônio do Povo galego.

Visto em Galizalivre


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Rede Galega de consumo responsábel